Entrevista "O Bancário"







Na recente edição de 25 de Setembro, na secção "Bancários em Destaque", foi publicada a entrevista ao autor Rui Almeida Santos com o título:



Estudioso dos sistemas de informação e especialista em “balanced scorecard”






O Bancário é a revista quinzenal do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas.

Com uma tiragem de sessenta mil exemplares, "O Bancário" é distribuido gratuitamente pelos associados do Principal Sindicato Português e por todas as Instituições Bancárias.






O mapa da estratégia







"A figura acima mostra uma versão simplificada do mapa da estratégia, ou seja, trata-se de um modelo do processo de criação de valor. "



Ao fim de vários anos de desenvolvimento desta ferramenta de execução da estratégia que é o BSC, os seus autores, R.Kaplan e D.Norton, concluíram que a construção do mapa da estratégia se tornou uma inovação tão importante como o próprio Balanced Scorecard.

Para os autores, a fórmula para uma execução da estratégia com sucesso deixou de englobar apenas três componentes ...

Resultados Optimizados = Descrição da estratégia + Gestão da estratégia

... e passou a ser descrita da seguinte forma:

Resultados Optimizados = Mapa da estratégia + BSC + Foco estratégico

Através do mapa da estratégia tornou-se possível descrever toda a estratégia da organização utilizando relações de causa efeito explícitas através dos objectivos estratégicos das quatro perspectivas do BSC. Esta representação visual da estratégia depressa foi considerada pelos executivos como uma representação natural e poderosa.

O modo como o BSC, inicialmente proposto como um sistema de avaliação dos activos intangíveis, se transformou numa poderosa ferramenta para descrever e implementar a estratégia da organização, identifica-se no mapa da estratégia, ou seja, esta visualização das relações de causa efeito entre os componentes da estratégia organizacional constitui-se numa representação tanto ou mais poderosa que o próprio BSC.



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In Capº 2.8, Págª 135, Livro Balanced Scorecard em Portugal de Rui Almeida Santos, Gestão Plus Edições

Os activos intangíveis na criação de valor

Uma das grandes transições económicas que vêm sucedendo nestes últimos anos está relacionada com o tipo de activos das organizações e o seu papel no processo de criação de valor.
De facto, com o surgimento das sociedades baseadas nas tecnologias de informação, assiste-se a uma clara substituição dos componentes de formação de valor nas organizações, que anteriormente se baseavam nos seus activos físicos, para um cenário em que os activos intangíveis se tornam nos elementos mais importantes na criação de valor nas organizações.
Este aspecto torna-se muito importante para a gestão de uma empresa, pois as ferramentas de medição e reporte baseadas nas técnicas financeiras contabilísticas, anteriormente eficazes para gerir activos físicos tangíveis, vêm perdendo o seu peso e importância.
Estima-se hoje em dia que uma organização a operar num mercado competitivo, apenas um quarto das suas fontes de valor e riqueza se baseiam nos activos físicos tangíveis, sendo a maior parte da criação de valor originada por bens de conhecimento, informação e tecnologia, ou seja, em bens intangíveis, não mensuráveis pelas tradicionais ferramentas financeiras.

Esta transição na criação de valor dos activos físicos tangíveis para os activos intangíveis, tem implicações muito importantes para os sistemas de medição organizacional.
Assim, neste ambiente económico em que o prémio maioritário recai sobre os mecanismos intangíveis da criação de valor, obriga as organizações a utilizar métodos mais elaborados na medição das respectivas performances.
Esta maior elaboração na medição de activos como a informação, o conhecimento e os meios tecnológicos, deve-se essencialmente à diferente natureza do valor criado por estes activos intangíveis relativamente ao valor criado pelos activos físicos puros.

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Os arquitectos do Balanced Scorecard, Kaplan e Norton, sugeriram em resposta a esta problemática, vários factores de diferenciação entre estes dois tipos de fontes de valor de uma empresa:

Os activos intangíveis podem não ter um impacto directo nos resultados financeiros da organização;

O valor dos activos intangíveis é largamente potencial e por isso tem de ser alvo de transformação;

Os activos intangíveis requerem interdependência para poderem ser bem sucedidos.

Deste modo, para uma organização conseguir extrair o valor real dos seus activos intangíveis, terá de garantir que estes vão ser alvo de processos de transformação e têm de estar interligados entre si.

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Esta interdependência de objectivos é representada no Balanced Scorecard pelas ligações causa-efeito. Deste modo, criam-se hipóteses sobre como as transformações operadas em bens intangíveis podem conduzir ao cumprimento estratégico e melhorar os resultados financeiros.
É através deste processo de causa-efeito que o desenvolvimento de um Scorecard força a um exame crítico da estratégia da organização, e descreve o modo como, por exemplo, um determinado investimento em aptidões dos funcionários (na perspectiva de aprendizagem), vai afectar directamente os processos internos, e indirectamente os aspectos relacionados com o cliente e com a performance financeira.

In Capº 1.3, Págª 35, Livro Balanced Scorecard em Portugal de Rui Almeida Santos, Gestão Plus Edições

Top 5 nas Vendas



O livro Balanced Scorecard em Portugal é o 5º livro mais vendido na categoria de livros sobre o tema Economia e Gestão.
A lista foi publicada no jornal Expresso de 25 de Novembro de 2006 na secção de livros do caderno de economia daquele jornal.
De salientar que, apesar de serclassificado no geral, para os autores portugueses trata-se do livro mais vendido.
Apesar do link aqui colocado, esta notícia pode ser acedida por subscritores online do Jornal Expresso, no entanto, em seguida se replica o referido Top de Vendas*:

1º Plano Oficial de Contas – Porto Editora;

2º A Gestão segundo Tony Soprano – Anthony Schneider – Casa das Letras;

3º A Biblia da Gestão – Bob Nelson – Gestão Plus;

Freakonomics – Steven D.Levitt – Editorial Presença;

5º BALANCED SCORECARD EM PORTUGAL – Rui Almeida Santos – Gestão Plus;

Compromisso: Nunca DesistirTomaz MoraisBookonomics;

Vencer – Jack Welch – Actual Editora;

Elementos de Contabilidade GeralAntónio Borges – Areas Editora;

9º O Economista Disfarçado – Tim Hartford – Editorial Presença;

10º As Mentiras do Marketing – Seth Godin – Editorial Presença


* In Jornal Expresso, Caderno de Economia de 25-11-2006

Mensagem do Autor

 “Com a chegada do Balanced Scorecard (BSC) como elemento de suporte à gestão, a estratégia ganha um novo papel na organização, deixando de ser vista apenas como um conjunto de intenções pouco considerado, para se tornar num dos processos centrais da gestão.

A mensagem estratégica passa agora a ter como destino, não apenas uma área executiva e uma elite de gestores, mas sim direccionar-se a todas as unidades da organização e níveis de funcionários, fomentando desta forma uma cultura participativa de conhecimento (“empowerment”), em que todos deverão ter a noção genérica do processo de criação de valor na organização e, mais concretamente, identificarem o seu papel específico neste processo.

Este exercício ou necessidade de rever os elementos estratégicos como pressuposto para iniciar a implementação de um projecto de Balanced Scorecard não poderia, no presente contexto sócio económico português, chegar em altura mais indicada.

Com as empresas nacionais a enfrentarem grandes dificuldades de afirmação num mercado aberto e competitivo, e muitas das vezes, com práticas organizacionais e processos de gestão desactualizados, pouco direccionados para a conveniente gestão de recursos humanos; tecnológicos e de informação, existe a necessidade de analisar e equacionar os pressupostos estratégicos de criação de valor na organização.

O Balanced Scorecard é a ferramenta essencial para efectuar esta revisão estratégica e, principalmente, para concentrar todos os esforços e recursos na sua tradução e execução operacional.”

Rui Almeida Santos

Resumo Executivo

O presente trabalho utiliza uma linguagem simples e objectiva, procurando identificar e estruturar todo o âmbito que envolve a ferramenta Balanced Scorecard, da seguinte forma:

Capítulo 1 - BSC – Balanced Scorecard

Este capítulo enquadra todos os aspectos teóricos e conceptuais da ferramenta de execução da estratégia organizacional, o Balanced Scorecard.
Assim, este capítulo aborda detalhadamente os seguintes pontos:

- Definir o Balanced Scorecard e identificar os motivos do seu surgimento e expansão;
- Identificar as fontes do BSC e definir os seus objectivos e perspectivas;
- Descrever os diferentes níveis de profundidade do BSC e identificar os seus princípios críticos.

Capítulo 2 – BSC - Como implementar (Análise de Caso)

Este 2º capítulo faz uma análise passo a passo do processo de implementação da ferramenta Balanced Scorecard nas organizações, apresentando como exemplo o caso simulado do Banco ABX.
Procuram-se atingir os seguintes objectivos:

- Explicar, utilizando uma simulação de caso, todos os passos necessários para: Planear, Desenvolver e Implementar um projecto de Balanced ScoreCard numa organização;
- Identificar os riscos e problemas associados à implementação de um projecto BSC numa organização;
- Analisar os aspectos do BSC sujeitos a resistência à mudança e quais as formas de a prevenir e combater.

Capítulo 3 – BSC - Ambiente de análise e TIs

No capítulo 3 debatem-se, não a forma nem os conceitos do BSC, mas sim o ambiente tecnológico ideal para implementar uma ferramenta BSC e as tecnologias que darão suporte a esse ambiente de análise.
Assim, a correcta definição da envolvente tecnológica, será fundamental para que a implementação e a exploração do BSC possa ter o sucesso previsto.
Deste modo, os objectivos deste capítulo passam por esclarecer os seguintes aspectos:

- Definir as envolventes tecnológicas de análise de dados que envolvem um projecto de Balanced ScoreCard;
- Identificar o conjunto de ferramentas e sistemas de informação que servem de suporte a um ambiente BSC na medição e análise de objectivos e indicadores de performance;
- Definir e explicar as metodologias utilizadas para converter dados em informação de gestão e em conhecimento fundamentais para o processo de tomada de decisão nas organizações.

Capítulo 4 – BSC - Casos reais em Portugal

Por fim, no quarto e último capítulo deste livro, descrevem-se vários casos reais de implementação do Balanced Scorecard em organizações portuguesas, cuja origem abrange vários sectores da economia nacional. A descrição destes casos é acompanhada por uma análise crítica da autoria dos respectivos gestores BSC, onde se abordam as dificuldades e as soluções adoptadas, bem como os níveis de implementação atingidos e os aspectos a melhorar.
Apresentam-se também neste capítulo 4, os resultados de um inquérito efectuado a um conjunto de organizações de vários sectores da economia nacional, sobre os respectivos níveis de: conhecimento; profundidade e sucesso na implementação da ferramenta Balanced Scorecard.
Assim, os objectivos deste capítulo passam pelo seguinte:

- Explicar as principais diferenças entre BSCs de organizações com fins lucrativos e sem fins lucrativos;
- Fornecer uma imagem do actual estado de implementação da ferramenta BSC nas organizações portuguesas;
- Descrever vários casos reais de implementação do BSC em organizações portuguesas, públicas e privadas;
- Descrever as actividades de entidades facilitadoras do processo de implementação do BSC;
- Descrever os resultados de inquérito realizado sobre os níveis de implementação do BSc nas organizações portuguesas.

Comentários de referência


“O livro do Dr. Rui Almeida Santos, a que o ISG se associa com a maior honra, vem contribuir para colmatar a habitual lacuna de obras em português nas diversas áreas científicas e constitui um valioso instrumento de consulta para estudantes e profissionais que, de uma ou outra forma, estejam ou venham a estar envolvidos em processos de avaliação de desempenho.”

A Direcção do Instituto Superior de Gestão (ISG)

“O Balanced Scorecard é um sistema de gestão que visa executar a estratégia da organização e atingir resultados. Portugal tem desafios estratégicos a atingir; falta, apenas, executar estratégias que os permita alcançar. Espero que o livro do Dr. Rui Almeida Santos seja um contributo enriquecedor para ajudar as organizações, privadas ou públicas, a transformar os seus desafios em resultados.”

Dr.Rui Antunes,
Partner da MBR – Gestão por Resultados

" (...) Em resumo podemos dizer que em Portugal ainda existem muito poucas publicações sobre este tema pelo que o aparecimento deste trabalho é de saudar na medida em que, quer pelo desenvolvimento teórico quer pela exposição de casos práticos, o autor dá um contributo de inegável valia para a expansão destes conceitos entre os interessados em implementar o Balanced Scorecard."

Prof.Dr.Francisco Ferrão
Autor dos livros “E-Business”, “CRM - Marketing e Tecnologia” e “E-Empresa”